• Início
  • Histórias
  • Sugestões de leitura
  • Comentários
  • Actividades baseadas em imagens
  • Textos de reflexão

Histórias em Português

Um blog onde os Contadores d'Estórias colocam histórias de que gostam e que querem partilhar. Sirva-se e dê-lhes vida! Quer também recebê-las por email? Procura histórias sobre um algum tema ou para um fim específico? Escreva-nos! estorias.em.portugues(at)gmail.com Os nossos objectivos são meramente pedagógicos, sem qualquer interesse financeiro.

Feeds:
Posts
Comentários

Criticar em vez de comunicar. Fazer juízos de valor ou juízos de intenção

06 por contadores.destorias

María Jesús Álava Reyes
A arte de arruinar a sua própria vida
Lisboa, A Esfera dos Livros, 2007
(excertos adaptados)

Criticar em vez de comunicar. Fazer juízos de valor ou juízos de intenção

Palavras para quê? De certeza que ninguém defende a crítica como substituto da comunicação; ou os juízos de valor ou de intenção como moeda de troca da ponderação e da argumentação contrastada.

No entanto, todos sabemos que nos movemos numa sociedade tremendamente competitiva, que potencia algumas artimanhas como a crítica, os boatos, os comentários pouco razoáveis, os juízos de valor isentos do mínimo rigor… No meio de tanta mentira, podemos perguntar-nos se podemos fazer alguma coisa para o remediar.

Ajudar-nos-á recordar que as críticas só contribuem para diminuir a nossa capacidade de análise, e os juízos de valor enfraquecem o nosso intelecto, fazendo disparar as possibilidades de que sejamos injustos ou que nos equivoquemos.

Em ambos os casos, as melhores alternativas serão:

• Argumentar em vez de criticar.
• Reflectir e respeitar em vez de julgar.

Mas, o que devemos fazer se somos nós quem recebe críticas ou juízos injustos? Logicamente, a resposta variará em função das circunstâncias que contextualizem cada caso. Mas devemos mostrar a nossa discrepância com o procedimento, pois uma coisa é defender uma opinião e outra é criticar ou desqualificar.

Às vezes há críticas cuja única resposta contundente que merecem é o nosso silêncio. Nessas ocasiões, mais que uma cobardia, o silêncio mostrará uma falta de interesse, o nulo valor que damos à crítica e que nos leva a não nos preocuparmos em verbalizar nada.

Noutras ocasiões, quando temos à nossa frente uma pessoa que nos faz abertamente uma crítica, as técnicas assertivas já nos indicaram como agir; no entanto, não esqueçamos que quando nos criticarem, seja com boa ou má intenção, manteremos sempre o olhar fixo no nosso interlocutor e dar-lhe-emos sinais de escuta activa; posteriormente decidiremos qual será a nossa resposta.

Às vezes, quando acreditamos que a crítica é injusta, mas que a pessoa que a formula não está aberta a tentar ponderar ou a dialogar, que a única coisa que pretende é que nos sintamos mal, esse mesmo olhar fixo, prolongado no tempo, acompanhado de um gesto amplo, com as mãos abertas, poderá dar azo a uma verbalização muito breve, do estilo de: «É tudo?» A seguir, deixando o nosso interlocutor ainda surpreendido, centrar-nos-emos ostensivamente noutra actividade: de repente deixaremos de olhar para ele e, se tenta continuar a argumentar alguma coisa, olharemos para ele com cara de que já tivemos paciência suficiente e voltaremos – sem dizer uma palavra – a fazer o que estávamos a fazer.

Nestes casos é importante não acrescentar nada quando já lhe retirámos a nossa atenção, pois caso contrário significaria retirar força à nossa mensagem; além disso, daríamos um protagonismo e uma atenção ao nosso interlocutor que não merece.

Quando nos tentem fazer cúmplices das típicas críticas, boatos ou juízos de valor sobre outras pessoas, quase sempre será melhor sorrir e mudar ostensivamente de conversa para demonstrar que não suscita o nosso interesse. Se o resto dos presentes se empenhar em continuar com o assunto, aqui sim podemos mostrar gestualmente o nosso desconforto com a conversa e, em algumas ocasiões, devemos ser ainda mais contundentes e, tranquilamente, devemos começar a fazer outras coisas.

Criticar é fácil, não cair em críticas é complicado, mas deixar de alimentar as críticas destrutivas é um exercício de justiça básico que convém começar a praticar.

  • Aprender a dizer NÃO: Temos direito a dizer NÃO
  • A arte de dizer NÃO
  • A arte de dizer NÃO – o caso de Maria José
  • Criticar em vez de comunicar. Fazer juízos de valor ou juízos de intenção
  • A arte de arruinar a sua própria vida – Educar no ressentimento
  • Estratégias para nos salvarmos em situações difíceis: maus salários
  • Publicado em antropologia, auto-análise, comportamentos, educação, palavras, paz, pedagogia, psicologia, reflexão, relacionamento | Sem comentários ainda

    • Páginas

      • ͼ Actividades baseadas em imagens
      • ͼ Histórias com sugestão de actividades
      • ͼ Histórias por ordem alfabética
      • ͼ Sugestões de leitura
      • ͼ Textos de reflexão
    • Reflectir com crianças e adolescentes

      • Histórias para ler e pensar
      • Pensamentos para crianças
      • Valores Humanos
    • Sites / Blogues

      • - Histórias para os mais pequeninos
      • Contadores de Histórias
      • Cristais Poéticos
      • Diálogo de Culturas
      • Gerações em Diálogo
      • Palavras Vivas
      • Um pensamento para cada dia
    • Últimas postagens

      • A filha do curandeiro – Amy Tan
      • Tobias e o Anjo – Susanna Tamaro
      • Uma professora em Katmandu – Vicki Sherpa
      • Água – Bapsi Sidhwa
      • O jardim da esperança – Diane Ackerman
      • A alma do mundo – Susanna Tamaro
      • Cartas de uma mãe – Catherine Dunne
      • O rapaz do pijama às riscas – John Boyne
      • Uma pedra no sapato – Luísa Beltrão
      • Regressar a casa – Rose Tremain
    • Categorias

    • Entradas Mais Lidas

      • Textos de reflexão
      • A festa de Carnaval
      • Histórias
      • A menina e o pássaro encantado - Ruben Alves
      • O elefante acorrentado - Jorge Bucay
      • A parábola dos talentos - Rubem Alves
      • Como estragar um filho - regras básicas 1/2
      • Actividades baseadas em imagens
    • Título e data das postagens

      Junho 2009
      D S T Q Q S S
      « Mai   Jul »
       123456
      78910111213
      14151617181920
      21222324252627
      282930  

    Blog em WordPress.com.

    Tema: Mistylook por Sadish.