Fadas: um sonho de infância

 

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Quem nunca quis na sua vida transformar-se em alguém especial, alguém com uma luz diferente e singular? Quem não terá desejado poder criar magia na sua vida, espalhando alegria, bom humor, criatividade, esperança, e todas as capacidades próprias daqueles seres míticos e diáfanos a que chamamos fadas?

Mesmo de forma inconsciente, sonhamos com o regresso ao nosso interior profundo, à casa da Alma, onde residem a Beleza, a Esperança, a Alegria e o Amor, feitos de uma autenticidade que já não somos capazes de encontrar no mundo em que vivemos.

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A Terra do Nunca

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A última parte das suas vidas passaram-na numa rua sem saída. Tinham trabalhado para conseguir a sua casa, sonhado com ela uma vida inteira, poupado para ela uma vida inteira. Era pequena, acanhada e mal dividida. Os condutores que entravam no minúsculo jardim da frente só conseguiam sair de marcha-atrás e com dificuldade. Era a última casa do lado direito, no final do beco estreito. Continuar a ler

As folhas da tília

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Quero explicar-vos, amigos, por que motivo escrevo contos. Até há muito pouco tempo não me apercebera da magia que ficou presa às minhas mãos quando, em menina, brincava com as folhas da tília. Não podia guardar por mais tempo este maravilhoso segredo e por isso aqui deixo a minha história. Continuar a ler

A arte de ser feliz

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Houve um tempo em que a minha janela se abria para um chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa e sentia-me completamente feliz. Continuar a ler

Doçura

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Anita vende a doçura em frascos.

Enche-os de compota de fruta, tapa-os e cola-lhes uma etiqueta, mas, em vez de escrever compota disto ou compota daquilo, de mirtilos ou de pêssego, de marmelo ou de morango, arredonda a letra e escreve apenas Doçura. Senta-se no passeio com os frascos defronte, expostos no asfalto, junto aos pés, e não lhe faltam clientes. A compota vende-se muito bem e ninguém regressa para reclamar: quem compra julga que a doçura está toda nos olhos de Anita. Continuar a ler

A moça tecelã

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Acordava ainda no escuro, como se ouvisse o sol chegando atrás das beiradas da noite.
E logo sentava-se ao tear.

Linha clara, para começar o dia. Delicado traço cor da luz, que ela ia passando entre os fios estendidos, enquanto lá fora a claridade da manhã desenhava o horizonte. Depois lãs mais vivas, quentes lãs iam tecendo hora a hora, em longo tapete que nunca acabava.

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