Não quero, não

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Não quero, não quero, não,
ser soldado nem capitão.

Quero um cavalo só meu,
seja baio ou alazão,
sentir o vento na cara,
sentir a rédea na mão.

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Os ratinhos da Ópera

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Era uma vez uma família de ratinhos que vivia num sótão, em Paris. Podia ser num outro sótão qualquer, mas não: era no da Ópera! Os ratos, segundo dizem, são extremamente inteligentes, mas não se disse ainda até que ponto têm ouvido musical. Estes ratinhos tinham escolhido aquela residência porque podiam ouvir música por uma boca de ventilação. Como se sentiam felizes a ouvir as suas melodias preferidas, de mãos erguidas como se estivessem a rezar! O pai, a mãe, os avós e as duas meninas… Continuar a ler

Pauzinhos de marfim

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Na China antiga, um jovem príncipe resolveu mandar fazer, de um pedaço de marfim muito valioso, um par de pauzinhos. Quando isto chegou ao conhecimento do rei seu pai, que era um homem muito sensato, este foi ter com ele e explicou-lhe:

Não deves fazer isso, porque esse luxuoso par de pauzinhos pode levar-te à perdição! Continuar a ler

Pequeno Aguadeiro

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Depois de um século da assinatura da Lei Áurea, o negro brasileiro ainda não experimentou sua verdadeira libertação. Não lhe prepararam caminhos em que pudesse enfrentar a nova realidade: participar do convívio social em pé de igualdade com os antigos senhores e seus descendentes. O importante é que o potencial que cada negro carrega está prestes a surgir para que se enriqueça mais e mais a terra brasileira. Continuar a ler

Uma viagem tranquila – Os sonhos e o simbolismo da passagem

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Eu tinha um medo de morte da morte. Creio que todos temos medo da morte de uma maneira ou de outra, mas eu evitava pensar nela a todo o custo. Quando a minha companheira decidiu que queria um cão, adorei a ideia. Contudo, como sabia que o cão haveria um dia de morrer, resisti ao desejo dela o mais que pude. Acabámos com dois cães. No dia em que o primeiro deles morreu, eu estava a milhares de quilómetros de distância, algo que muito me aliviou. Senti-me como se tivesse evitado uma bala. Quando a minha avó morreu, chorei dias a fio e decidi não assistir ao funeral. Era uma situação com a qual não poderia lidar. Continuar a ler

Álcool

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Cresci numa pequena cidade bem próximo de Savannah, na Georgia, onde ninguém fechava as portas à chave durante a noite e a maior diversão era a noitada de futebol na escola secundária todas as sextas-feiras. O único crime de que se falava era a ocasional multa por excesso de velocidade e talvez, muito de vez em quando, estourasse uma briga ao sábado à noite no único bar da cidade. É uma cidade pequena e sossegada, onde os pais querem criar os filhos longe do crime e dos perigos de uma cidade grande, e onde os adolescentes sonham em partir à procura de algo maior e melhor. Continuar a ler

Uma colcha com história

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Quando a minha bisavó Anna veio para a América, trazia o mesmo espesso casacão e as botas altas que usava no trabalho rural. Mas a família deixou de trabalhar a terra. Em Nova Iorque, o pai passou a carregar coisas para uma camioneta, e o resto da família fazia flores artificiais o dia todo.

 Todos tinham pressa, e havia sempre tanta gente na cidade! Não se comparava com a Rússia. Mas agora, esta era a sua casa, e a maioria dos vizinhos era exatamente como eles. Continuar a ler