O dia mais fantástico

Do lado de fora da minha janela há um cenário de beleza de cortar a respiração. Penhascos encimados por árvores erguem-se ao longo do rio, e, de cada vez que o sol se liberta das nuvens, polvilha as folhas de luz e ilumina o rio de reflexos de ouro.

Cá dentro, mais imagens alimentam os meus olhos. Um Buda sobre uma mesa de cerejeira, a sua eterna gargalhada magistralmente captada por um xilogravador filipino, e um cacho de cristais de quartzo a brilhar aos seus pés. Um conjunto de fotografias — família, amigos e locais longínquos — aumenta o encanto desta exposição.

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Adoro a minha parede

Um sábado, depois da nossa excursão pela Pizza Hut, pelo centro comercial e pelo cinema, levei a minha afilhada Samantha, de dez anos, à nova residência da sua família. Quando saímos da auto-estrada para uma estrada de terra que ia ter à sua casa, fiquei desolado ao ver que ela e os pais estavam a viver num velho autocarro escolar no meio do campo.

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O pão dos outros

Remi está a conversar com a avó. Gosta de a ouvir falar dos seus tempos de menina.
— Na minha aldeia, na Provença, pelo Ano Novo, no primeiro dia de Janeiro, toda a gente oferecia uma prenda a toda a gente. Vê lá se és capaz de adivinhar o que seria.
Remi lança palpites:
— Comprar prendas para a aldeia inteira… É preciso muito dinheiro. Quer dizer que as pessoas eram ricas?
A avó riu-se:
— Oh, não! Naquele tempo, tinha-se muito pouco dinheiro e ninguém na aldeia comprava prendas. Nem sequer havia lojas como há hoje.
— Então, faziam as prendas?
— Não propriamente!
— Mas como é que faziam?
— Era muito simples. Ora ouve…

Antigamente, cada família cozia o seu pão. Continuar a ler