As folhas da tília

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Quero explicar-vos, amigos, por que motivo escrevo contos. Até há muito pouco tempo não me apercebera da magia que ficou presa às minhas mãos quando, em menina, brincava com as folhas da tília. Não podia guardar por mais tempo este maravilhoso segredo e por isso aqui deixo a minha história. Continuar a ler

A árvore Emily

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 As crianças não te recordarão pelas coisas materiais que lhes proporcionaste,
mas pelos sentimentos que com elas partilhaste.

Gail Sweet

O dia começou como muitos outros. Eu andava sempre a correr, tentando fazer muito mais do que cabia nas vinte e quatro horas do dia, não dando atenção a ninguém ou a nada. Parecia que os filhos estavam sempre a ensarilhar-se nos meus pés e, aos quatro anos e aos dezoito meses de idade, claro que estavam, outra coisa não seria de esperar. Continuar a ler

O desejo de Ruby

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Se caminhar por uma certa rua de uma certa cidade na China, e passar pelo mercado de animais de estimação, com os papa-arroz amarelos e verdes a saltar nas gaiolas de bambu, os peixinhos dourados e as tartarugas de água doce nas taças de porcelana, há-de chegar a um quarteirão de casas. Nesses edifícios, agora castanhos devido à idade e à sujidade, moram muitas famílias. Porém, se olhar com atenção, verá que outrora essas casas eram uma só, uma magnífica casa que pertencia a uma única família. Continuar a ler

Uma estrela

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Todos os anos, pelo Natal, eu ia a Belém. A viagem começava em dezembro, no princípio das férias. Primeiro pela colheita do musgo, nos recantos mais húmidos do jardim. Cortava-se como um bolo, era bom sentir as grandes fatias despregarem-se da areia, dos muros ou dos troncos das árvores velhas, principalmente da ameixieira. Continuar a ler