Mais bonito do que as sardas

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As rugas deviam simplesmente indicar o lugar onde os sorrisos estiveram.
Mark Twain

Aconteceu um ano no Zoo. Eu e a minha filha estávamos ao lado de uma avó e de uma menina com a cara toda pintalgada de sardas vermelhas e brilhantes. As crianças faziam fila, esperando que uma artista local lhes pintasse as caras, decorando-as com patinhas de tigre.

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Uma segunda oportunidade

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A questão não é se iremos morrer, mas como iremos viver.

Joan Borysenko

Sentado na cama do hospital, Buddy sorriu e assegurou à esposa, Ruth, “Estarei de novo a dançar a valsa contigo muito em breve.” Ruth aquiesceu e apertou a mão dele um pouquinho mais. Ao olhar para o homem que amava, ela sabia que esta provação o tinha assustado muito mais do que ele alguma vez admitiria.

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Memórias e malmequeres

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Já vi coelhinhos fofos bem cedo pela manhã e cheirei o perfume de doninhas através da janela do meu quarto à noite. Assisti, impotente, ao voo picado de um bando de pássaros sobre os meus legumes quase prontos a comer e tentei, vezes sem conta, criar uma horta. Dir-se-ia que, quando a colheita começa a ficar pronta e eu começo a antecipar o sabor dos frutos do meu trabalho, tudo acaba por desaparecer.

Contudo, não posso queixar-me, pois, quando era criança, estraguei alguns jardins…

Lembro-me do verão dos meus seis anos. Era o último verão de liberdade antes de entrar para a escola. Os meus amigos e eu passávamos dias ociosos na piscina ou a construir fortes, e costumávamos acabar por invadir o jardim de uma vizinha.

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Escolhas

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 Beber e conduzir: há coisas mais estúpidas, mas são poucas.
Anónimo

Cresci numa pequena cidade bem próximo de Savannah, na Georgia, onde ninguém fechava as portas à chave durante a noite e a maior diversão era a noitada de futebol na escola secundária todas as sextas-feiras. O único crime de que se falava era a ocasional multa por excesso de velocidade e talvez, muito de vez em quando, estourasse uma briga ao sábado à noite no único bar da cidade. É uma cidade pequena e sossegada, onde os pais querem criar os filhos longe do crime e dos perigos de uma cidade grande, e onde os adolescentes sonham em partir à procura de algo maior e melhor.

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A outra mulher

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Ao fim de vinte e um anos de casamento, descobri a forma de manter viva a chama do amor e a intimidade na minha relação com a minha mulher.
Recentemente, comecei a sair com outra mulher.
Na realidade, a ideia não foi minha.
— Tu sabes que gostas dela — disse-me ela um dia, apanhando-me de surpresa. — A vida é muito curta. Precisamos de estar com as pessoas que amamos.
— Mas eu amo-te a ti — protestei eu.
— Eu sei. Mas também a amas a ela. Talvez não acredites em mim, mas acho que, se vocês passarem mais tempo juntos, nós os dois vamos sentir-nos mais unidos.
Como sempre, Peggy tinha razão.
A outra mulher com quem a minha me encorajava a sair era a minha mãe. Continuar a ler

Uma história para o dia de São Valentim

jpLarry e Jo Ann eram um casal normal. Viviam numa casa normal numa rua normal. Como qualquer outro casal normal, tentavam fazer face às despesas e dar o melhor aos filhos.

Mas também eram normais num outro aspeto: tinham as suas discussões. E muitas das questões prendiam-se com o que não estava bem no seu casamento e com quem tinha a culpa. Até que um dia aconteceu uma coisa extraordinária…

— Sabes, Jo Ann, tenho uma cómoda mágica. Sempre que abro uma das gavetas, ela está cheia de meias e roupa interior — disse Larry. — E tenho-me esquecido de te agradecer por contribuíres para isso ao longo de todos estes anos!

O Ann olhou para o marido, espantada. E ele continuou: Continuar a ler