Ser mãe aos quinze anos

mãe m

Fiquei grávida no fim do nono ano. Foi um choque total. Sabia que teria de enfrentar muitas dificuldades: dar a notícia aos meus pais, decidir se iria adiante com a gravidez, e descobrir que maneira eu e o Ronnie, o pai da criança, tomaríamos conta dela. Como, apesar da inconsciência do nosso comportamento, tinha consciência de que ia precisar de muita ajuda, falei primeiro com a minha mãe. Assim que lhe contei, percebi o quanto a desapontara e o quanto ela se debatia para aceitar a situação e falar dela ao meu pai.

Continuar a ler em https://condicaodamulher.wordpress.com

 

 

Anúncios

Bater no fundo

anne coração f

– Estavas a tentar magoar-te, Tracy?

Os meus pulmões contraíram-se, o meu rosto ruboresceu e perdi o folgo. Em quê que me tinha metido? O rosto da assistente social aproximou-se e ela repetiu a questão várias vezes. Os seus olhos atentos observavam a minha alma e pareceu-me que conseguia ler os meus pensamentos. Sim, eu estava a tentar magoar-me a mim própria. Continuar a ler

Uma mudança para melhor

Desde pequena que me diziam para não cometer os erros da minha mãe. É certo que ela não tinha tido uma vida fácil: Engravidara aos 17 anos e culpavame constantemente pelos fracassos da sua vida. Como era incapaz de tomar conta de mim, tiveram de ser os meus avós a ir buscarme quando eu tinha seis semanas e a criarme como se fosse filha deles. Continuar a ler

O minorca

Éric é filho único, o que não é nada fácil.
E, para complicar ainda mais, é de baixa estatura….
Os pais protegem-no em demasia, e os colegas fazem dele alvo preferencial de troça.
É simples: ninguém gosta de magricelas e muito menos de magricelas sonhadores…
Por isso, a única solução está em assumir a diferença…e desenvolver a autoestima.
Será que o vai conseguir?

Um pequeno livro para ler AQUI

 

Pia vê tudo cinzento

Está novamente a chover.a

Como tantas vezes, Pia está sentada à janela com o olhar fixo na cidade molhada, lá em baixo. Nada mais do que casas e ruas! Pia só vê cinzento e também se sente assim: cinzenta, sombria e só. Não tem vontade de fazer nada. Há muito que já não consegue rir. Desde que o pai se mudou para casa da namorada. O que foi muito mau! A mãe limitava-se a ficar parada, a pensar e a chorar. Também Pia perguntava constantemente:

— Porque é que o papá fez isto?

— Temos de sair daqui — disse, certo dia, a mãe. — Para longe. Para esquecer! E tenho de voltar a trabalhar, assim fico sem tempo para pensar! Continuar a ler